O que, afinal, fez de Larry Ellison o mais novo ocupante do posto de maior bilionário do planeta?
A Oracle não é uma empresa nova, como a Nvidia, não está no hype como a Tesla ou SpaceX de Elon Musk nem tem gênios dos investimentos como Charlie Munger (RIP) e Warren Buffet monitorando e aproveitando as melhores oportunidades do mercado.
O início da empresa
Ao contrário, a Oracle, fundada em 1977 na Califórnia por Ellison, sempre teve foco em desenvolvimento de softwares, em um ambiente altamente agressivo em termos de concorrência. Apesar de sempre ter estado entre as grandes, em um mundo cada vez mais conectado e ávido por novidades, a Oracle foi ofuscada pelas estrelas do mercado que foram surgindo ao longo dos anos. Apple, Microsoft, Google, Amazon e mais recentemente Nvidia foram inovadoras, disruptivas e investiram muito em tecnologia.
A Oracle, seguia seu caminho de forma low profile, sem estardalhaços, sem disrupções, mas aumentando sua presença internacional e mantendo-se competitiva em um mercado que atende a todos os demais mercados, pela constante atualização de seus produtos e serviços, pela melhoria continua de seus próprios processos e pela cultura implementada por Ellison desde o início.
A história recente
Seu forte sempre esteve ligado ao segmento de banco de dados, que ocupa cada vez mais espaço entre seus clientes com a evolução tecnológica e de hardware do segmento de cloud computing. Recentemente, a Oracle, que vem se tornando empresa-chave no nicho, fechou contrato gigantesco com a OpenAI, dona do ChatGPT, para seus data centers. Tal movimento gerou uma valorização de aproximadamente 45% apenas este ano, um salto 4x maior do que o S&P500. E a líder de mercado de IA ainda indica que terá de investir trilhões de Dólares em infraestrutura ao longo de anos para atender à demanda.
A Oracle, que continuará navegando em um oceano azul, precisará de um capex igualmente descomunal para crescer e fazer frente às necessidades do mercado, mas já começou a ajustar-se com aumento de IA internamente e revisão de seu quadro de colaboradores, com impactos positivos em seu resultado operacional.
Ellison
Aos 81 anos, extremamente competitivo e exigente, ele ainda é presidente do conselho de administração e head de tecnologia (CTO), e manteve, até 2014, o posto de CEO da empresa.
Larry Ellison é uma das pessoas mais influentes do Vale do Silício e de todo o ecossistema de negócios dos Estados Unidos, e não por acaso atingiu o posto de homem mais rico do mundo. Além de incansável dedicação, inteligência e competência à frente da empresa, a Oracle participa de um mercado que nos últimos anos vem se beneficiando da enorme evolução da inteligência artificial, da qual soube se aproveitar como poucas.
Os investidores
Sua ascensão prova que uma empresa bem administrada em um mercado perene sempre tenderá a uma valorização no médio e longo prazo. Esse fator, aliás, está entre os princípios adotados por investidores como Warren Buffet e Luís Barsi. Uma única ação da Oracle, que 25 anos atras valia menos de US$ 10,00, hoje passa dos US$ 305,00. Ou seja, a empresa tornou seu fundador o homem mais rico do mundo, também distribuiu fortunas àqueles investidores que souberam administrar os momentos de compra e venda.
Essa trajetória mostra ainda o potencial de investimentos em renda variável, desde que seja tratada com estratégia, paciência e prazo.
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