O dia 03 de Janeiro de 2026 será lembrado pelo sucesso de uma operação militar dos Estados Unidos em solo venezuelano. Um ataque cirúrgico, sem resistência e sem baixas civis ou de militares americanos, capturou o ditador da Venezuela, acusado de fraude nas eleições e de ligação com o nar0tr4fic0. Nicolás Maduro foi caputurado vivo, sem ferimentos e deverá responder à justiça americana e uma transição de poder será colocada em curso em nosso vizinho.
O fim do regime
Dessa forma, chega ao fim um regime que comandava a Venezuela há mais de 25 anos e comprovadamente tem ligações com o narcotráfico, as mais influentes, longevas e nocivas ditaduras do mundo e um esquema de corrupção que envolvia o financiamento de campanhas políticas na América do Sul e em outros continentes. Uma enorme perda para a rede que se formou com o apoio da inteligência revolucionária cubana e a participação de Hugo Chávez, que iniciou a derrocada da economia venezuelana nas últimas duas décadas.
A posição oficial dos Estados Unidos
Em seu pronunciamento após a detenção de Maduro, Donald Trump e seu poderoso secretário Marco Rubio deixaram claros recados: os Estados Unidos podem fazer novas operações no continente e não permitirão que a região tenha, mais uma vez, o poder tomado à força, a vontade popular suprimida e os governos a serviço de China e Rússia. Pouco importa se a ONU ameaçar com reprimendas ou mesmo a imposição de sanções. Os Estados Unidos têm a diplomacia, economia, força militar e inteligência a seu favor e usarão cada um desses fatores como nunca para recuperar sua hegemonia no continente.
Em dezembro veio a público um documento oficial do governo americano em que são dadas as diretrizes da política externa dos Estados Unidos, com destaque à redução da influência da China sobre os países da América Latina. Se implantada com sucesso, essa política externa não dará mais espaço a ditaduras como a de Chávez / Maduro, liberdade na movimentação de drogas com destino aos Estados Unidos ou fraude em eleições como a de 2024 na Venezuela.
Como isso impacta o Brasil
A proximidade do regime venezuelano com o presidente Lula é notória, comprovada pelo apoio do brasileiro a Maduro, por tantas vezes externado, terá implicações. Por meio do Foro de São Paulo e de seu prócer brasileiro, o presidente Lula, o país passou a ter estreitas alianças a regimes ditatoriais como os já mencionados e ainda Irã e Coréia do Norte, que depois de longos anos voltou a ter uma representação diplomática em Brasília.
Pouco a pouco, porém, a mão pesada de Trump vem obtendo importantes vitórias, virando o jogo geopolítico em todo o mundo, mas em especial na América Latina. A região, que foi tomada pela esquerda por longos anos, hoje está, em sua maioria voltada à direita – e assim deve seguir em um futuro próximo. Os exemplos de desmandos das forças de esquerda, sobretudo na economia e liberdade de expressão foram registrados pela população de todos os países, que não mais aceitam tal controle.
Se Lula já intercedeu a favor de candidatos de esquerda na Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Honduras, Nicarágua, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, entre outros, hoje teria de concorrer com o maior poder bélico do mundo, que não cederá em sua determinação pela hegemonia na região. E novas interferências, sejam externas ou mesmo internas, não serão admitidas.
É cedo para sabermos exatamente quando veremos a Venezuela livre dos que participaram da fraude nas eleições e de volta ao cominho da prosperidade, mas as mudanças acontecerão e tendem a ser mais um fator de influência na decisão de eleitores em todo o continente. A nação paupérrima, porém, dona das maiores reservas mundiais de petróleo, voltará a crescer e será exemplo para muitos países.
Conclusão
O governo Lula sentirá os efeitos dessa mudança e terá de reavaliar sua estratégia para manter-se no poder - não é segredo que a perenização no poder sempre esteve nos planos da cúpula de seu partido. A reunião de emergência e a reação oficial do governo imediatamente após a captura de Maduro já foram sinais claros disso.
As forças políticas em Brasília, já abaladas pelo caso do banco Master, rombo dos Correios e desfalque de aposentados do INSS, entre outros escândalos, passarão por um novo teste e a insegurança institucional não será resolvida tão cedo. As próximas semanas e meses, mesmo antes do período eleitoral oficial, com o registro de candidaturas, serão cruciais para entendermos como ficará o equilíbrio de forças no país.
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